Notícias & Artigos de Fusões e aquisições

Ganho com oferta inicial do Alibaba dá fôlego para aquisições do Yahoo

SÃO PAULO – A oferta inicial do Alibaba fará o Yahoo US$ 5,1 bilhões mais rico. Esse é o montante que a empresa de tecnologia vai receber após vender 121,7 milhões de ações da gigante do e-commerce e pagar impostos sobre ganhos de capital de cerca de 38%. Cada ação do Alibaba saiu a US$ 68 na operação, no teto da faixa estimada no prospecto.

Os ganhos, há muito esperados pelos investidores do Yahoo, colocam pressão para que a presidente Marissa Mayer encontre novas áreas de crescimento. Há mais de dois anos tentando reverter o envelhecimento do portal de internet, seu negócio principal, de propaganda, está encolhendo e o Yahoo continua a perder mercado para o Google e o Facebook.

O Yahoo retornará cerca de metade dos ganhos com o Alibaba para os acionistas, segundo declarações dadas pelo diretor financeiro Ken Goldman em julho. Ele não especificou se esse retorno se daria na forma de um programa de recompra ou de dividendos.

Com os US$ 1,55 bilhão em caixa que já estão no balanço, Mayer terá agora mais de US$ 4 bilhões em capital para gastar em aquisições ou entrar em novos mercados. Sob o comando da executiva, a empresa já comprou mais de três dúzias de start-ups, incluindo os US$ 1,1 bilhão pagos pelo Tumblr e diversas pequenas desenvolvedoras de aplicativos par a celular.

As ações da AOL subiram 3,3% ontem, quando Richard Anthony, um analista do BCG Partners, disse em relatório que a companhia poderia ser um alvo interessante para o Yahoo. A AOL, que hoje tem um valor de mercado de US$ 3,4 bilhões, pode estar exatamente dentro da faixa de preço almejada por Mayer.

Mas Jacqueline Reses, diretora de fusões e aquisições do Yahoo, descartou essa possibilidade durante uma conferência de tecnologia em julho. Nem Yahoo e nem AOL quiseram comentar oficialmente o assunto.

Hoje, a ação da Alibaba abriu seu pregão de estreia cotada a US$ 92,70. Com esse preço, o Yahoo poderia ter arrecadado cerca de US$ 2 bilhões a mais com a venda de sua participação. Mas os ganhos também valorizam a grande fatia que o Yahoo ainda detém na companhia, de 401,8 milhões de ações. Essa fatia valia US$ 37,25 bilhões ao preço de abertura de hoje, um número que vai subir ou cair dependendo do que serão os primeiros dias ou semanas de negociação.

O valor do negócio principal do Yahoo também ficará mais claro em decorrência do IPO do Alibaba. As sumindo que o Yahoo tenha que pagar os impostos cheios sobre a venda dessas ações remanescentes — quando e se ela ocorrer —, a participação total na companhia seria avaliada hoje em US$ 28,2 bilhões.

Acrescentando a isso uma fatia no Yahoo Japão que vale cerca de US$ 5 bilhões depois de impostos e a posição de caixa de US$ 1,55 bilhão, conclui-se que o Yahoo está sentado em cima de US$ 34,75 bilhões que não são ligados à sua atividade principal. Subtraindo esse valor de seu atual valor de mercado, de US$ 40,6 bilhões, é possível dizer que os investidores avaliam o negócio principal da companhia em US$ 5,85 bilhões.

Acionista amplia ofensiva contra venda da TIM

Milão – O investidor dissidente da Telecom Italia Marco Fossati ampliou os esforços para evitar uma venda da TIM Participações, declarando que a unidade pode valer mais de 40 bilhões de dólares, aproximadamente três vezes o seu valor de mercado.

A operadora brasileira é a principal fonte de crescimento da Telecom Italia, mas se tornou foco de uma disputa de acionistas sobre como o grupo italiano de telecomunicações deveria reduzir a dívida e financiar necessários investimentos domésticos.

“Ao avaliar qualquer proposta possível de aquisição, o Conselho terá de operar de forma muito cautelosa”, disse Fossati, cuja participação de 5 por cento o torna o terceiro maior acionista da Telecom Italia, em carta ao Conselho do grupo à qual a Reuters teve acesso nesta terça-feira.

“Apenas um preço muito mais alto que o atual valor de mercado da TIM poderia compensar adequadamente a perda de oportunidades que derivariam de uma operação tão estratégica.” Apesar de a avaliação de Fossati equiparar-se a 17 vezes os lucros da TIM, a empresa de pesquisas Bernstein disse que a venda a 7,5 vezes o lucro poderia claramente criar valor para os acionistas da Telecom Italia.

A possibilidade de uma venda foi levantada após questionamentos de autoridades antitruste devido à intenção da espanhola Telefónica de elevar sua fatia indireta na Telecom Italia para 15 por cento.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) disse no mês passado à Telefónica que vendesse sua participação indireta na TIM ou reduzisse sua fatia na Vivo.

A Telecom Italia por pouco não conseguiu bloquear uma tentativa de Fossati de retirar o Conselho da companhia em dezembro, em meio ao crescente apoio de investidores institucionais a seu argumento de que a Telefónica tinha influência excessiva sobre a companhia.

Dudalina é vendida para fundos de investimentos americanos

São Paulo – A Dudalina, empresa brasileira famosa por fabricar e comercializar camisas sociais, vendeu uma parcela de seus negócios para dois fundos de investimentos americanos. Até o momento, o valor da operação não foi divulgado.

De acordo com fato relevante, as companhias globais de private equity, Advent International e Warburg Pincus, assumirão parte do controle fabricante catarinense. Porém, a fundadora da grife, Sônia Hess, continuará no comando da companhia.

Em entrevista recente Sônia informou que pretende dobrar a companhia até 2016 e passar o bastão da empresa, de modo que pudesse ficar apenas como diretora no conselho.

Atualmente, a camisaria, que fatura cerca de 515 milhões de reais anualmente, conta com 93 lojas e 3.500 pontos de venda.

EUA aprovam compra da Nokia pela Microsoft

Washington – Reguladores antitruste dos Estados Unidos aprovaram a compra do negócio de telefonia móvel da Nokia pela Microsoft, disse a comissão federal norte-americana de comércio nesta segunda-feira.

O próximo passo será obter aprovação na Europa para a transação de 7,3 bilhões de dólares.

Duas pessoas próximas ao assunto disseram à Reuters em 22 de novembro que a transação deve obter aprovação incondicional em Bruxelas. O regulador antitruste tomará a decisão em 4 de dezembro.

A Nokia em setembro concordou em vender seu negócio de aparelhos e serviços e licenciar suas patentes para a Microsoft depois de fracassar em se recuperar de um início tardio no mercado de smartphones.

TOTVS anuncia compra da Seventeen por até R$18,15 mil

Rio de Janeiro – A empresa de tecnologia TOTVS informou nesta segunda-feira que comprou, por meio da subsidiária TOTVS Brasil Sales, 100 por cento do capital da Seventeen Tecnologia da Informação por até 18,15 milhões de reais.

A TOTVS pagará 12,45 milhões de reais e um valor variável de até 5,7 milhões de reais, que serão desembolsados de acordo com o cumprimento de determinadas metas estabelecidas no contrato até o fim de 2017, informou a empresa em fato relevante.

A Seventeen desenvolve soluções de gestão TOTVS utilizadas por clientes dos segmentos de saúde, principalmente grandes operadoras de planos. Com 130 funcionários, a empresa encerrou 2012 com faturamento de 13,3 milhões de reais.

O que mudou na Technos desde a compra da Dumont

De julho a setembro, a Technos viu seu faturamento crescer quase 30 milhões de reais em comparação com o ano passado. Entre os investimentos da fabricante de relógios no período está a compra da concorrente Dumont Saab por 182 milhões de reais.

O negócio abalou o lucro líquido da companhia – que foi 2,8 milhões de reais menor no terceiro trimestre desse ano do que no mesmo período de 2012. Em compensação, o indicador não abateu a confiança dos analistas – que continuam apostando na empresa.

“Melhoramentos e sinergias estão començando a se materializar, já que a integração com a Dumont foi rápida”, afirmou Fabio Monteiro em relatório da corretora BTG Pactual.

“Nos nove meses de 2013 totalizamos um crescimento acumulado de vendas de 36,8%, com importante ganho de participação de mercado”, informou a Technos.

A Technos se estrutura para ser a maior multimarcas de acessórios com foco em moda da América Latina. A empresa que nasceu na Suíça, passou pelos japoneses e se consolidou nas mãos de um brasileiro, vem trabalhando nos últimos quatro anos em um grande processo de transição. A mudança iniciou com a venda para um grupo de investimento (desde 1958, a Technos era propriedade da família Goettems) e com a sua profissionalização gerencial. A companhia que até então lançava unicamente relógios, apostará a partir de 2013 em extensões de marca, como óculos, bolsas e acessórios.

Hoje, o Grupo Technos detém oito marcas: Technos, Mormaii, Seiko, Mariner, Timex, Euro, Allora e Touch, adquirida recentemente. Cada uma tem suas características próprias e seu público-alvo bem definido, além de ações de Marketing trabalhadas de maneira diferenciada. A meta inicial é conquistar o mercado de relógios, que ainda é considerado “verde”: o gasto per capita no Brasil é de US$ 6,00. Na Espanha este valor é duas vezes maior. No Japão e nos EUA, o gasto é de US$ 24,00.

Com a profissionalização e abertura de capital, a companhia pretende se sobressair em um segmento ainda controlado por empresas familiares. Os resultados estão aparecendo: nos três primeiros anos com o novo modelo, o grupo dobrou de tamanho. Os números mais recentes mostram que este crescimento continua: no segundo trimestre de 2012, o grupo registrou lucro líquido de R$ 21,3 milhões, com crescimento de 25,2% em relação ao trimestre anterior.

O passo seguinte da companhia é trabalhar com extensões de marca onde houver elasticidade para este movimento. A primeira novidade são os óculos da linha Euro. Até o final de 2013, serão lançadas bolsas e acessórios da marca. Um movimento inovador para um grupo que há décadas trabalha apenas com relógios e deseja manter sua liderança, conquistada desde a década de 1980.

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