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CPFL quer comprar fatia da State Grid na CPFL Renováveis

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21-05-19 | Notícias & Artigos de Fusões e aquisições | admin |

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 09h56) – A CPFL Energia informou nesta terça-feira que assinou um memorando de entendimentos vinculante com a sua controladora State Grid, da China, para a compra da totalidade da participação que a chinesa detém na CPFL Energia Renováveis. A CPFL Energia é controladora indireta da CPFL Energias Renováveis.

A operação operação tem como objetivo a criação de potenciais sinergias entre a CPFL Energia e suas controladas e faz parte de uma possível reestruturação mais ampla que permitiria que todas as ações da CPFL Energias Renováveis, com exceção das detidas pelos minoritários, sejam detidas pela CPFL Energia.

Segundo o comunicado desta terça, isso eliminaria a necessidade da CPFL Energia emitir novas ações numa potencial consolidação futura envolvendo o braço de energias renováveis para cumprir com o regulamento do Novo Mercado.

O memorando prevê algumas condições para a efetivação da operação, como a conclusão “bem sucedida” da oferta subsequente de ações da CPFL Energia, uma vez que os recursos seriam usados para financiar a aquisição, diz o comunicado. Outra condição é que o valor a ser pago pelos papéis que hoje estão com a State Grid seja negociado e determinado de maneira independente. Conforme o comunicado, o grupo chinês já declarou que aceita vender as ações ao preço de R$ 16,85 por papel. O banco UBS foi contratado para a produção do laudo de avaliação.
A CPFL Energia diz ainda que seu conselho aprovou o início de um programa de integração com a CPFL Energias Renováveis envolvendo a implementação de ações para a reestruturação e fortalecimento das atividades administrativas da controlada.

Dividendos

Também nesta terça-feira, o conselho de administração da CPFL Energia aprovou a adoção de uma política de distribuição dividendos. De acordo com comunicado publicado pela companhia, a política estabelece que seja distribuído anualmente pela CPFL como dividendo, no mínimo, 50% do lucro líquido ajustado.

A política determina, ainda, fatores que influenciarão nos valores das distribuições. Destacam-se entre esses fatores: a condição financeira da empresa; suas perspectivas futuras; as condições macroeconômicas; revisões e reajustes tarifários; mudanças regulatórias; e a estratégia de crescimento da companhia.

Além disso, certas obrigações constantes dos contratos financeiros da companhia podem limitar o valor dos dividendos ou dos juros sobre o capital próprio que poderão ser distribuídos. “De acordo com o planejamento tributário da companhia, pode-se determinar que a distribuição de juros sobre o capital próprio, no futuro, seja do seu interesse”, diz