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O que mudou na Technos desde a compra da Dumont

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28-03-14 | Notícias & Artigos de Fusões e aquisições | admin |

De julho a setembro, a Technos viu seu faturamento crescer quase 30 milhões de reais em comparação com o ano passado. Entre os investimentos da fabricante de relógios no período está a compra da concorrente Dumont Saab por 182 milhões de reais.

O negócio abalou o lucro líquido da companhia – que foi 2,8 milhões de reais menor no terceiro trimestre desse ano do que no mesmo período de 2012. Em compensação, o indicador não abateu a confiança dos analistas – que continuam apostando na empresa.

“Melhoramentos e sinergias estão començando a se materializar, já que a integração com a Dumont foi rápida”, afirmou Fabio Monteiro em relatório da corretora BTG Pactual.

“Nos nove meses de 2013 totalizamos um crescimento acumulado de vendas de 36,8%, com importante ganho de participação de mercado”, informou a Technos.

A Technos se estrutura para ser a maior multimarcas de acessórios com foco em moda da América Latina. A empresa que nasceu na Suíça, passou pelos japoneses e se consolidou nas mãos de um brasileiro, vem trabalhando nos últimos quatro anos em um grande processo de transição. A mudança iniciou com a venda para um grupo de investimento (desde 1958, a Technos era propriedade da família Goettems) e com a sua profissionalização gerencial. A companhia que até então lançava unicamente relógios, apostará a partir de 2013 em extensões de marca, como óculos, bolsas e acessórios.

Hoje, o Grupo Technos detém oito marcas: Technos, Mormaii, Seiko, Mariner, Timex, Euro, Allora e Touch, adquirida recentemente. Cada uma tem suas características próprias e seu público-alvo bem definido, além de ações de Marketing trabalhadas de maneira diferenciada. A meta inicial é conquistar o mercado de relógios, que ainda é considerado “verde”: o gasto per capita no Brasil é de US$ 6,00. Na Espanha este valor é duas vezes maior. No Japão e nos EUA, o gasto é de US$ 24,00.

Com a profissionalização e abertura de capital, a companhia pretende se sobressair em um segmento ainda controlado por empresas familiares. Os resultados estão aparecendo: nos três primeiros anos com o novo modelo, o grupo dobrou de tamanho. Os números mais recentes mostram que este crescimento continua: no segundo trimestre de 2012, o grupo registrou lucro líquido de R$ 21,3 milhões, com crescimento de 25,2% em relação ao trimestre anterior.

O passo seguinte da companhia é trabalhar com extensões de marca onde houver elasticidade para este movimento. A primeira novidade são os óculos da linha Euro. Até o final de 2013, serão lançadas bolsas e acessórios da marca. Um movimento inovador para um grupo que há décadas trabalha apenas com relógios e deseja manter sua liderança, conquistada desde a década de 1980.